Identidades, meu filho e eu.

Se o SENHOR não fizer por mim e através das minhas mãos o que eu faço, nada será bem feito. 
Como dissestes em Salmos 127. 
Inútil é ter uma rotina diária sem Deus; baseado na preocupação em ganhar pão e ser mais um praticante de atos consumeristas da nação. Depender de Deus é ter noção de que a vida vai além de um jargão. 
Um professor não religioso, certa vez disse: 
"A função do homem é nascer, crescer, se reproduzir e morrer". 

Bem fútil e perfídia é essa ideologia na cidade, se de Deus não tenho amizade. 

Meu filho é um bem que não foi eu quem criou. Ele é o meu salário, portanto não posso deixar o excesso de trabalho que financia luxo, me privar de um salário mais alto que o patrão pode pagar. (Filho).

O filho vai onde o pai não consegue ir, tem que ser ensinado a fazer coisas responsáveis pelo adulto. 
Filho não é só para brincar, é para ser usado estrategicamente e vencer obstáculos. 
Ter um filho não é atraso de vida. Não é um peso, é algo que nos livra do ócio, da depressão e da futilidade, também da falta de propósito na vida. 
Os filhos nos impedem de cair no ócio quando damos atenção a eles, por isso não somos envergonhados nos tribunais. 
Somente os criminosos e desocupados são envergonhados num tribunal. Sendo este um tribunal justo.

O que dizem que são nossos filhos ?

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, (DSM-5) fala do autismo e de outros transtornos mentais comuns na sociedade atual. 
Em Efésios 6.4 , nos é ensinado não provocar os filhos à ira. 
Também, não se irritar com outras pessoas na frente deles. 
Um xingamento no trânsito, uma discussão com cônjuge, serve como vídeo explicativo de mal exemplo para os filhos. 
Dsm-5 foi elaborado por mais de 200 especialistas, onde o autismo está catalogado, mas também outros transtornos mentais que são bem comum na sociedade e nos pais de crianças autistas ou não. 

Transtorno de acumulação: Persistente dificuldade de se desfazer de bens, independentemente de seu valor e utilidade real;

Transtorno da oscilação disruptiva do humor: Mudanças de humor bruscas, frequentes e prejudiciais a diversas áreas da vida;
Transtorno da compulsão alimentar periódica: Vontade irresistível e frequente de comer excessivamente;
Transtorno de hipersexualidade: Adicção em fazer sexo a ponto de prejudicar significativamente áreas da vida;
Transtorno de escoriação: Compulsão de arrancar a própria pele até causar ferimentos;
Adicção a internet: Usar a internet a ponto de prejudicar seriamente e frequentemente mais de uma área da vida;
Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo: Distúrbio caracterizado pela recusa de diversos alimentos e alimentação anormal. 

Todos estes são males que surgiram junto com a modernidade, cultura e tendências atuais em nós adultos.

Exemplos que não devemos dar aos nossos filhos; apego a bens materiais, mudanças de humor, discussão, compulsão alimentar, alcoolismo, imoralidade sexual, filmes, novelas e redes sociais que exploram o erotismo, degradação do corpo, futilidades de internet, fast food..

Não é certo ter visão patologizante do autismo, mas encontrar habilidades e forma de aprendizado e preferências para alfabetização. 
Os adultos têm a tendência de ter visão patologizante do autismo, mas não enxergam. Seus próprios erros.

A pior doença da humanidade é o pecado (erro) aos olhos de Deus. 
Por isso, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª (DSM-5), formulado pela associação americana de psiquiatria desde 1952 (DSM-I) tem sido bastante utilizado por psicólogos, médicos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. 
Nele descreve todas doenças mais vigentes entre os adultos do mundo globalizado que vivemos.

Por volta do ano 60 a 63 d.c, a carta aos Filipenses já falava sobre os transtornos mentais descritos no (DSM-5) de 1952.

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. 
Filipenses 4:6.

 Muita gente acha que o autismo é uma doença nova, mas antes já era chamado de síndrome de Aperger ou era classificado como subtipo da esquizofrenia desde 1908. 
Hoje em dia, com o avanço do conhecimento, é identificado como TEA (transtorno do espectro autista), não uma doença mas uma condição neurológica que afeta o neurodesenvolvimento. 
Embora a ciência moderna diga que autismo não é doença, ainda são utilizados medicamentos para esquizofrenia como risperidona para autismo. 
Esses medicamentos ajudam bastante, porém é de suma importância que cientistas pesquisem algo mais específico. O canabidiol tem sido bastante eficiente em alguns casos. A risperidona foi criada no final da década de 80. Por isso é de suma importância quando um país incentiva e torna a formação de nível superior mais acessível e atividade de cientistas. 
Quando um pesquisador descobre um medicamento, fica rico com a patente, o laboratório também, mas para por aí, fica décadas sem fazer novas pesquisas e melhorar algo, por mais que já seja bom. 
O conformismo egoísta também deveria estar na listagem do DSM-5. 
O mesmo conformismo que leva pais a transferir toda responsabilidade de ensinar uma criança autista, para escola ou uma tela de tv, computador, celular ou tablet. 

A maioria das escolas não são adaptadas para alfabetizar crianças autistas, porém fazem um ótimo trabalho, ainda que tenha, está tarefa tem que ser praticada em casa e nas atividades de recreação do dia a dia. 
Conversar com o Deus invisível precisa ter fé e amor; conversar com um autista não verbal precisa de fé e amor. 
Quem desiste de ensinar, é porque não aprendeu e nunca aprenderá nada de relevante para uma sociedade coletiva.

Por isso, peço a Deus a mente de Cristo e sabedoria para disciplinar meu meu filho.

Ninguém é bom em tudo, por mais orgulhoso e enganado que esteja. 
No máximo alguém é bom em três coisas, que são os atletas de triatlo (ironicamente falando), por isso não devemos deixar que nossas frustrações impeçam de achar super habilidades em crianças autistas.

Onde falta habilidade de comunicação social (ou mentir social) pode sobrar alta habilidade de percepção visual ou sensorial. 
Por isso, me matriculei no curso gratuito de alfabetização para pais de crianças autistas.

Meu filho e eu precisamos ser alfabetizados para interagir com a sociedade, amando o próximo. 
Eu já sei escrever, mas preciso melhorar o ato de amar.

Num mundo com barulho da industrialização, alguns autistas têm hipersensibilidade auditiva e dificuldade na interação social, além de múltiplo foco visual, obstáculos que têm que ser driblados na hora de ensinar a alfabetização.

O que atrapalha na concentração pode ser usado a favor. 
Se uma criança com TEA tem dificuldade de manter contato visual prolongado quando falamos com ele, um adulto pode sentar num balanço de parquinho para falar ou ensinar, e assim obter atenção. 
Descobri isso quando coloquei duas bolas de tênis ao lado das bochechas enquanto cantava ou falava com ele. O contato visual aumentou. 
Fiz de forma instintivamente e funcionou.

Mais que pedir a Deus que meu filho entenda as coisas que os Marcos do desenvolvimento estipula, eu peço a Deus para eu aprender a entender meu filho.

Os políticos e a sociedade entendem pouco ainda o autismo. 
O orgulho das pessoas os leva a achar que a culpa é dos pais por não saber ensinar mas a maioria dos "opineiros", incluindo formados em faculdades, não tem práxis. 
As teorias profissionais de 30 minutos são muito úteis mas ser tutor 24 horas é uma honra e nobre função.
Humanamente e imperfeitamente amo meu filho. 
Por isso preciso melhorar cada dia.

O controle inibitório num mundo acelerado sempre será um grande desafio.
Manter uma criança autista motivada e focada para aprender alfabetização, 3 minutos já é uma vitória. 
Por isso, o dia a dia tem que ser narrado e estritamente escrito e nomeado em contexto infográfico e não pictógrafo. 
Palavras curtas são superiores a desenhos na alfabetização.

"O processamento sensorial é o mecanismo pelo qual o sistema nervoso central recebe, interpreta e responde a estímulos vindos dos sentidos: visão, audição, tato, olfato, paladar, propriocepção e sistema vestibular. Em crianças com transtorno do espectro autista, é comum que ocorra uma desregulação nesse processamento, que pode se manifestar como hiper ou hiporresponsividade a estímulos sensoriais. Essas particularidades impactam fortemente o cotidiano escolar e o processo de alfabetização.
Crianças com hipersensibilidade auditiva, por exemplo, podem se sentir incomodadas com sons comuns da sala de aula, como o barulho do ventilador, o arrastar de cadeiras ou a fala dos colegas. Esse desconforto pode levar à evasão de atividades, à dificuldade de concentração e até a comportamentos desorganizados. Por outro lado, crianças com hipossensibilidade podem não reagir a chamados verbais, parecer desatentas ou buscar estímulos intensos, como to
No campo visual, a hipersensibilidade pode gerar sobrecarga diante de cartazes coloridos, luzes fortes ou excesso de estímulos visuais no ambiente. Já no tato, a criança pode recusar tocar certos materiais (como massinha, tinta ou papel rugoso) ou, ao contrário, buscar contato físico constante. Todos esses aspectos sensoriais precisam ser levados em consideração no planejamento das atividades de alfabetização, desde a escolha dos materiais até a organização".

Recentemente estava orando para Deus me dar sabedoria, não subestimar as habilidades do meu filho, não desanimar com as dificuldades, saber corrigir naturalmente como uma criança não autista. 
Usar de forma adequada reforço positivo e negativo, punir de forma como a Bíblia ensina, ter uma rotina aprovada por Deus é ter paciência com ele. 
Pedi também o não querer mostrar nada para pessoas curiosas que olham quando ele demonstra estereotipia na rua ou um comportamento problema. 
Então aprendi que durante os primeiros anos de vida, o cérebro passa por períodos críticos de formação de conexões sinápticas (neurotransmissores ou comunicação entre neurônios e células nervosas e musculares). 
Em crianças com TEA, estudos mostram que há um crescimento cerebral acelerado nos primeiros anos, seguido por uma desaceleração e alterações na poda sináptica, o que pode levar a uma organização atípica dos circuitos neuronais. Isso influencia a forma como a criança processa informações e responde ao ambiente, impactando diretamente sua capacidade de aprender pela via tradicional da educação.
Outro aspecto relevante é o papel das estruturas do sistema límbico (área cerebral), responsável pelas emoções e pela formação de vínculos afetivos. Alterações nessa região podem afetar a motivação para interações sociais, dificultando a aprendizagem em contextos de trocas e colaboração, o que é bastante comum nos processos tradicionais de alfabetização. O córtex pré-frontal, ligado ao planejamento e ao controle inibitório, também apresenta funcionamento diferenciado, o que influencia o comportamento em sala de aula, como a capacidade de manter atenção e seguir instruções e atender comandos. 
Ele não é "teimoso" ou "mal criado", é autista. 
E a Deus preço obrigado. 
Jesus foi a maior vítima de preconceito e injustiça humana. 
Cumpriu a justiça de Deus por nossos pecados. 
Ele está do nosso lado. 
Abençoa minha e vossas famílias. 

Marcos servo de Cristo.

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