Os Patriotas.

Baseado em Jesus, no mandamento de Deus, na tradição, no forte e no Samaritano. 

Rio de Janeiro, 6 de setembro de 2026. 
Era para ser mais uma manhã de preocupações com coisas desta vida como olhar e-mail e oportunidade financeira. 
Porém, antes de se levantar da cama, resolvi dar o exemplo para meu filho, pegando a Bíblia e lendo Mateus capítulo 15: 

Então aproximaram-se de Jesus alguns escribas e fariseus, vindos de Jerusalém, e perguntaram-lhe: 
Por que é que os teus discípulos transgridem a tradição dos anciãos? 
Pois, não lavam as mãos quando comem pão. 
Mas ele respondeu-lhes: Por que é que também vós transgredis o mandamento de Deus pela vossa tradição? 
Pois Deus ordenou, dizendo: 
Honra o teu pai e a tua mãe; e: 
Quem amaldiçoar o pai ou a mãe, que seja condenado à morte. 
Mas vós dizeis: 
Quem disser ao seu pai ou à sua mãe: 
É uma oferta, tudo o que por mim pudesses ganhar; e não honrar o seu pai ou a sua mãe, esse ficará isento. Assim, com a vossa tradição, anulais o mandamento de Deus.
Mateus 15:1-6. 

Este trecho é bem eficiente para entender os problemas da sociedade ao nível global, conceitos de patriotismo e cultura de forma geral. 
Escribas e fariseus eram como fiscais nesta ocasião. 
Eles estavam ali para avaliar, cuidar da ordem pública e incentivar os "interesses nacionais". 
Embora Roma dominasse política e militarmente aquela região, os fariseus tinham papel de deputados locais, legisladores e juízes de causas do povo judeu, representando 70% do Sinédrio (uma espécie de STJ). 
Escribas eram uma espécie de professores e donos de faculdades, formadores de opinião e bibliotecários. 
Fariseus, embora não tenha registros de serem assalariados, eram de classe média, com poder de voto no sinédrio e com fortes ligações Romanas. 
Eles se uniram aos Saduceus (proprietários da maior parte das terras em Jerusalém na época de Cristo) para crucificar Jesus. 
Neste trecho que lemos, eles usam a tradição (παράδοσις) para acusar os discípulos de Jesus de comer sem lavar as mãos. 
O tempo tradição, representava a cultura oral repassada entre eles, como interpretação errônea da Torá (ἐντολή), o que Jesus chamou no versículo 3 de mandamento de Deus. 
Neste versículo Jesus mostra que mandamento de Deus tem que ser superior à tradição e cultura, ou transmissão de geração para geração. 
Está tradição, séculos após, deu origem a Mishna, Targum e Talmude.
Essa tradição interpretou de forma equivocada quando Deus ordenou não se misturar com. Idolatria de outros povos. 
Os fariseus em sua maioria tinham aberto as portas para a idolatria e se fechado numa irracionalidade nacionalista materialista de achar que o simples fato de ter contato com um pagão no mercado, exigiria uma cerimônia de lavar as mãos para se purificar; coisa que a Torá nunca deu a entender desta forma. 
A questão ali não era lavar por higiene, mas por ter contato com povos pagãos. 
Foi neste momento que Jesus mostrou o erro de interpretação transmitido erroneamente de pai para filho e enfatizou como exemplo outra cultura religiosa grotesca da época: 
Quando achavam que levar parte do patrimônio e dar de oferta no templo era a branca para serem displicentes com os pais e idosos da época. 
Naquela sociedade os maiores sofredores eram os órfãos, as viúvas e os idosos. 
Por isso, é como se Jesus estivesse dizendo: 

Olha, vocês têm poder e destaque social, querem manter isso, priorizam isso mais que o amor ao próximo e aos pais, se acham formadores de opinião catedráticos, acham que são superiores a outros povos, mas idolatram o mesmo deus que eles; apoiando tudo isso num falso sentimento patriota. 

Término da parte 1. 

Mateus 15. 1-6. 

ἐντολή Mandamento de Deus. 

παράδοσις Tradição ou transmissão.

Marcos servo de Cristo. 



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