Deus vai fazer brotar água da rocha.
Amém; mas quando isso acontecer, não podemos cometer o erro de Moisés, de Arão e da congregação de Israel.
Estes erros são ignorar a santificação, incredulidade e desprezo para com Deus.
Ignorando a santificação na frente do povo; exemplo no seguinte versículo:
E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado. (Números 20:12 acf).
O povo tinha chegado ao deserto após saírem do Egito.
Estavam com sede e cansados.
Eles reclamaram de Deus e seus planos.
Deus ordenou que Moisés falasse para a rocha jorrar água.
Crer na ordem de Deus iria mostrar a santidade do SENHOR.
Ou santificação; e esta palavra perde a riqueza do significado.
Já ouvi dizer até que santificação é a separação.
O significado na verdade é dedicar, separar, consagrar algo para ficar limpo no aspecto cerimonial ou moral.
Deus estava querendo que Moisés ensinasse ao povo sobre a superioridade moral em contraste com os deuses falsos do Egito.
Toda vez que se fala em santidade de Deus ou do seu povo, tem que haver a prática da antonomia (contraste) em relação a algo ou alguém.
Até o marketing moderno usa a antonomia em algumas propagandas.
O erro de Moisés e Arão não foi a irritabilidade, foi a incredulidade que ofuscou a santidade.
Na carta de Tiago também é dito que os mestres serão cobrados por Deus com mais rigor.
Atualmente para cavar um poço artesiano, profissionais cobram 3 mil reais ou até mais.
Em solos áridos, as vezes o trabalho é maior, precisa até ferramentas de mineração.
Numa época com menos ferramentas, cavar um poço na rocha ou argila, demandaria muito tempo.
Porém não era para cavar a rocha, era para FALAR.
Difícil de acreditar?
No meio da tensão de pessoas quase o apedrejando, Moisés pega a vara e atinge a rocha com violência.
A mesma violência que usou para matar um egípcio.
Ele não acreditou que falar iria bastar.
O maior problema não é a incredulidade; o pior é a falta de fé que leva a desobedecer uma ordem expressa de Deus.
Encheram a pança de água mas esvaziaram os bolsos de fé.
Deus está nos levando a profundidade de um ensino bíblico, não a uma teologia triunfalista moderna.
Amnésia não crônica; por desinteresse mesmo.
Sempre nos perguntamos porque no deserto?
Porque tanto ouro?
Um dos textos antigos em nosso blog tinha o título "não tinha shopping no deserto".
Vemos o exemplo de desprezo para com o que Deus fala no seguinte versículo:
E por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para que morramos aqui, nós e os nossos animais?
E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau? lugar onde não há semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem tem água para beber. (Números 20:4-5 acf).
Este questionamento do povo já tinha sido respondido em Êxodo.
Diga‑lhe: “O SENHOR, o Deus dos hebreus, mandou‑me dizer: ‘Deixe o meu povo ir para prestar‑me culto no deserto’. Até agora, porém, você não me deu ouvidos.
Êxodo 7.16.
Deus mandou Moisés dizer estas frases para Faraó.
O plano de Deus era levar seu povo para prestar culto no deserto.
Bonita a frase?
No original hebraica fica mais ainda.
Onde Deus diz (Soltai o meu povo para que sejam meus escravos no deserto).
Por isso Paulo se denominava servo de Cristo.
Porque Deus leva seu povo ao deserto? Para servi-lo.
O Deus santo usa adversidades para santificar seu povo.
O fato do povo desprezar o propósito dito anteriormente, e que os levou ao deserto, era o mesmo que desprezar o próprio Deus.
Outro fato interessante é que quando o povo de Israel saiu do Egito, deram objetos de ouro para eles.
Mas como iam gastar riquezas se para onde estavam indo (deserto) não havia shopping?
O ouro dos israelitas, de acordo com Êxodo 32, foi usado para fabricar uma imagem idólatra de bezerro.
Deus já sabia disso de antemão.
Os israelitas conviveram numa nação idólatra desde quando eram crianças.
O ouro para os antigos egípcios era mais que um metal precioso ou uma moeda de troca, era visto principalmente como um elemento divino e sagrado. Devido ao seu brilho eterno, que não se oxidava ou deteriorava com o tempo, o ouro era associado à imortalidade, à eternidade e à carne dos deuses.
Aqui estão os principais aspectos de como o ouro era visto:
"Carne dos Deuses": Os egípcios acreditavam que a pele das divindades era feita de ouro. Por isso, o ouro era usado massivamente em sarcófagos, templos e estátuas de deuses para imbuí-los de energia sagrada.
Associação com o Sol (Rá): O brilho dourado do metal era considerado uma representação terrena do sol. O ouro era visto como um "raio de sol" congelado ou a energia solar física, associando-o fortemente ao deus sol Rá.
Já os israelitas posteriores viam ouro apenas como ouro mesmo.
Como você vê a prosperidade financeira?
Como deus?
Se ela te satisfaz, da paz e alegria, deve ser um deus.
Porém Deus só tem um e ele é invisível.
Revelou sua imagem em Jesus Cristo.
Marcos servo de Cristo.
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